Iniciando
É com muito orgulho que apresento a vocês mais uma contribuição, este tutorial de como criar uma aplicação Rails 2.0 em poucos cliques, utilizando ferramenta RadRails.
Este tutorial utiliza, Ruby 1.8.6-26, Rails 2.0.2 e a IDE Aptana Studio RadRails 1.0.1, todos rodando sobre o Windows XP.Estou partindo do princípio de que você tenha os mesmos devidamente instalados em seu computador e que você tenha conhecimentos básicos necessários de Ruby e Rails.
Primeiro clique: Abrindo o RadRails
Abra a IDE Aptana Studio RadRails, para isso vá em Inicar / Programas / Aptana / Aptana Studio.

Pra quem ainda nunca utilizou o RadRails, eis uma breve explicação sobre seu ambiente:

Clique na imagem para vê-la ampliada
Segundo clique: Criando novo projeto
Para criar nosso projeto é bem simples, clique em File / New / Rails Project.

Em seguida irá abrir a seguinte janela de opções para seu novo projeto que será criado:

Veja em seguida que seu projeto foi gerado e o servidor iniciado automaticamente.

Terceiro clique: Configurando o acesso do seu projeto ao banco de dados
A primeira coisa que se deve fazer ao gerar o seu projeto, é definir o modo em que ele irá fazer acesso ao banco de dados.Para isso, abra o arquivo database.yml, que se encontra na estrutura do seu projeto rails, dentro da pasta config.

Quarto clique: Criando o banco de dados
Configurado o acesso do seu projeto ao banco de dados, já podemos mandar o Rails criar o nosso banco de dados de acordo com a configuração informada no arquivo database.yml, para isso, clique na guia Rake tasks, em seguida selecione o comando db:create:all e clique no botão GO.

Feito isso, abra sua ferramenta de visualização do Mysql e veja os banco de dados gerados pelo rails para seu projeto, conforme indicado no arquivo database.yml

Quinto clique: Criando um Model
Model é o código que envolve uma tabela em seu banco de dados, para gerar um módulo no RadRails é muito simples, clique na guia generators, na caixa de listagem generator, selecione a opção model.Em seguida, insira no campo Parameters, o nome que deseja dar ao seu model e por fim clique no botão GO.Lembrando que, por convenção e pelo fato de o Rails possuir um sistema automático de pluralização, ou seja, por exemplo, se você deseja criar um model para acessar a tabela de clientes, o nome do módulo deve ser cliente, no singular, assim, automaticamente o rails irá entender que a tabela a ser gerada e manipulada pelo model será clientes.
Veja como você pode acompanhar na guia Console, o andamento das ações e os comandos que estão sendo executados pelo rails, durante a geração do model.

Ao criar um model, o Rails cria dentro da pasta db, uma pasta com nome migrate, e um arquivo com nome predefinido: 001_create_nomedasuatabela.rb, arquivo este que será responsável por conter as definições que serão aplicadas na tabela que o model gerado manipulará, no nosso caso, o model cliente, manipulará a tabela clientes, e foi gerado o arquivo 001_create_clientes.rb, Através do Ruby Explorer, você pode visualizar e editar este arquivo.

Clique duas vezes sobre o nome do arquivo no ruby explorer, ao abrir o arquivo na tela principal do RadRails, insira a composição que você deseja em sua tabela, no nosso caso será assim:
class CreateClientes < ActiveRecord::Migration
def self.up
create_table :clientes do |t|
t.string :razao, :fantasia, :endereco, :bairro, :cep,
:cidade, :estado, :fone, :email, :cnpjcpf, :ierg
t.timestamps
end
end
def self.down
drop_table :clientes
end
end

O método self.up, cria uma tabela chamada clientes com 11 colunas:
* Id (gerado automaticamente chave primária);
* razao;
* fantasia;
* endereco;
* bairro;
* cep;
* cidade;
* estado;
* fone;
* email;
* cnpjcpf;
* ierg;
O método down, remove a tabela.
Sexto clique: Realizando migração
Alterada as definições de criação da tabela clientes no arquivo 001_create_clientes.rb, basta realizarmos a migração para que o Rails crie a tabela de acordo com as especificações inseridas no arquivo.Para fazer a migração, clique na guia rake tasks, na caixa de opções tasks, selecione o comando db:migrate e em seguida clique no botão GO.

Para conferir a migração, abra sua ferramenta de visualização do Mysql e veja a tabela gerada pelo rails:

Sétimo clique: Criando um controller
O controlador contém a código (lógica) da interação entre o ponto de vista e do model.Para criar um controlador, basta clicar na guia generators, na caixa de opções generate, selecione controller, no campo Parameters insira o nome do controlador e por fim clique em GO.

Após criado o controlador, você poderá visualizado e editá-lo no ruby explorer, dentro da pasta app/controllers.

No controlador é inserido os métodos (actions).Iremos inserir os seguintes métodos (actions) no controlador do nosso exemplo, veja o código:
class ClientesController < ApplicationController
protect_from_forgery :except => []
def index
render :text => "Home - Página principal"
end
def consulta
@clientes = Cliente.find(:all)
render
ml => @clientes.to_xml
end
end
No código acima, é criado 2 métodos (actions), o index que retornará um texto quando for invocado, e o consulta, que retornará em formato xml todos os registros da tabela clientes.
Repare que o código protect_from_forgery :except => [:cadastra,:atualiza,:deleta] antes da criação dos métodos, pois na nova versão do ruby para evitar acessos indevidos em seu banco, ele foi incrementado com uma clausula de segurança que por padrão, seu estado é bloqueado para tudo, colocando este comando, você informará ao Rails que ele poderá abrir exceções para os métodos discriminados entre colchetes, podendo assim, os mesmos fazerem inserções e alterações em seus dados.

Oitavo clique: Criando rotas (routes.rb)
Criado seu controlador, devemos fazer o roteamento das actions no nosso arquivo de rotas, routes.rb, ele se encontra dentro da pasta config.Você poderá visualizá-lo e editá-lo através do ruby explorer:

A ordem no mapeamento do projeto deve ser, primeiro o caminho, depois o nome do controlador e o nome da action.Nele devemos inserir os seguintes códigos:
map.connect 'clientes/index',
:controller => 'clientes',
:action => 'index'
map.connect 'clientes/consulta',
:controller => 'clientes',
:action => 'consulta'

Nono clique: Iniciando ou reiniciando o servidor
Depois de criado as rotas e para que você possa visualizar e testar seu controlador e suas actions, você precisa iniciar ou reiniciar o servidor do seu projeto, para isso, clique na guia Servers e posteriormente no botão start server ou restart server, se caso o seu servidor já estiver sido iniciado anteriormente.Ao fazer isto, você deve lembrar-se do host e da porta em que o servidor foi iniciado.

Décimo clique: Testando o controlador e a action
Finalmente agora podemos visualizar e testar o funcionamento do nosso controlador e da nossas actions, depois de iniciado ou reiniciado o servidor do seu projeto, lembrando-se do host e da porta, a estrutura padrão da url do seu projeto é http://host:porta/nomecontrolador/nomeaction, sabendo disso, abra seu navegador e digite nele o endereço de suas actions:
*Para acessar a action Index: http://localhost:3000/clientes/index

*Para acessar a action consulta: http://localhost:3000/clientes/consulta
